Vai quebrando o silencio do sertão Segue a frente da exausta boiada O boiadeiro segue com o seu berrante na mão Com o pensamento ligado na mulher amada
Ele vai à frente abrindo porteiras E a boiada vai seguindo triunfante Deixando para traz rastros e poeiras Segue marchando ao som do berrante
E quando chega a noite serena É a reflexão dos bravios peões A viola do peão apaixonado entra em cena Relembrando de seu amor cantam canções
Depois da festança vão se deitar E a lua com prazer os ilumina Em sua rede o peão põe-se a pensar Nos abraços ardentes de sua menina
Os reis da noite logo começa o labor É canto triste do curiango é o uivo do guará Mas tudo vira obras de poeta sonhador Que acorda de manhã com o canto do sabiá
Mesmo longe da mulher amada A natureza o deixa feliz e emocionado Então ele prossegue a sua jornada Com os demais levando o gado
Sem temer os imprevistos repentinos Marcham corajosamente os filhos da solidão Na ânsia de chegar ao seu destino E voltar ao lar para rever a sua paixão
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